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  • Jordana Schneider

As atividades essenciais e o Pole Dance

Após o decreto do presidente Bolsonaro nessa segunda-feira, dia 11/05, que inclui academias, salões de beleza e barbearias nas atividades essenciais, já começamos a pensar na reabertura dos estúdios de Pole Dance também. Claro que as decisões do STF até agora dão a autonomia aos governadores de ignorar o decreto do presidente, até porque a situação da pandemia entre as regiões do Brasil são diferentes. Interagindo com o pessoal do Instagram lá no perfil do blog, já deu pra perceber que a vontade de todos é a mesma: voltar para o Pole da forma mais segura possível. Mas será que esse momento já chegou?


Temos duas realidades hoje no Brasil, uma em que cidades estão afrouxando o isolamento social e permitindo a reabertura do comércio que não causa aglomeração, e outra em que cidades estão em lockdown, ou seja, as pessoas só podem sair de suas casas para as atividades que são realmente essenciais. Para entender melhor, clique aqui e leia essa matéria da Folha. Então sou da opinião de que cada cidade, estado, região deve ser analisada individualmente.



Na capital de São Paulo a situação está caótica! Tanto pelo número (que só aumenta) de contaminados e de mortes, quanto pelas pessoas que estão pedindo a flexibilização do isolamento, e pelo sistema de saúde que está sobrecarregado. Sem falar de outras capitais e cidades de interior que estão decretando lockdown, que estão com o sistema de saúde e funerário colapsando. Não vejo sentido em achar que a vida vai voltar ao normal agora nessas cidades. Mesmo aqui em Curitiba, que as pessoas estão cuidando o mínimo necessário porque parece que "tá tudo bem" eu não sei se eu voltaria para o estúdio hoje, não me sinto segura apenas com álcool em gel na mão e uma máscara de tecido no rosto.



Uma das minhas profs, a Ana Furman, acha que esse ainda não é o momento. Ela explica que durante a aula a frequência respiratória pode aumentar e a pessoa expelir um número maior de partículas que ficariam suspensas no ar, no caso de uma pessoa infectada, essas partículas seriam da COVID-19. Claro que uma alternativa simples é o uso de máscara, mas como sabemos não é uma proteção 100% segura. E essa é só uma das muitas maneiras de contágios possíveis numa aula de Pole. Outros comentários que recebi lá no Instagram, foi de uma proprietária de estúdio que não reabrirá agora pois também não se sente segura.



Para quem não está no grupo de risco nem convive com alguém do grupo de risco, a possibilidade de voltar com a vida ao normal é tentadora. Mesmo sendo a realidade de poucos, acho que seja uma possibilidade sim para as próximas semanas em cidades que estão reduzindo o número de infectados pelo coronavírus. Algumas alternativas bem legais que tenho visto de outros estúdios são as aulas online, pra não perder o ritmo e manter o treino daquilo que você já sabe, e as aulas particulares nas casas das alunas que tem barra.



A CBAPS respondeu a minha caixinha de perguntas do insta dizendo que estão preparando um material de divulgação e conscientização de como deverá ser o novo normal no Pole Sport. "Lembrando que cada cidade e estado tem seus decretos quanto a volta dos estúdios e academias, o que estamos fazendo é uma orientação para que quando possam voltar, já tenham as medidas de contingência", disseram. Sendo filiado ou não, importante os estúdios se informarem com eles e tirarem as dúvidas sobre o retorno às atividades de forma segura, até porque as orientações são bem elaboradas e vão além do álcool em gel e máscaras.


Não quero minimizar o momento difícil que os estúdios estão passando, já que somos atingidos por uma pandemia e por uma crise econômica. Mas se a preocupação com a crise econômica que atinge o trabalhador fosse real, ao invés de aumentar a lista das atividades essenciais nós teríamos mais ações do governo para que as pessoas pudessem respeitar o isolamento e conseguir pagar as contas. O ponto é que não faz sentido nenhum a liberação dos estúdios de Pole (e academias e salões de beleza) nas cidades que não tiveram redução do número de infectados e do número de mortes. Acho muito insensível falar em números, pois esses números tem nome, família e direito à vida, mas a estatística é clara nessa pandemia. E ela mostra que estamos caminhando pra mais fundo nesse poço.


#poledance #poledanceparainsistes

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