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  • Jordana Schneider

E quando o preconceito está dentro do Pole Dance?

Quando comecei o blog, minha vontade de entender mais sobre o Pole Dance e suas vertentes me fez descobrir uma parte desse mundo que não deveria existir. Pessoas do Polesport excluindo pessoas do Pole Arte de negócios e convívio (simplesmente por não querer aceitar as origens do Pole Dance); outras pessoas pregando o amor à todos os corpos mas só se eles não forem melhores que o seu; outras, ainda, se glorificando pelas suas próprias conquistas e ficando furiosas quando não recebiam atenção.


Lembrando que isso não é culpa do Pole, e sim das pessoas falhas e humanas que o praticam. Durante a minha vida, tive o privilégio de poder simplesmente me afastar de pessoas assim. Claro que, como humana e falha também, pessoas se afastaram de mim quando eu errei e reproduzi esses comportamentos.


Aprendi a ter um pensamento muito prático e sem mimimi, então às vezes esqueço de compreender que outras pessoas podem não ser assim. Mas ser prática e colocar regras pra minha mente tem me ajudado a compreender que da mesma forma que um corpo gordo pode fazer Pole Dance, um corpo extremamente musculoso também. Que discutir sobre cada particularidade é bom e faz parte do aprendizado da técnica, mas que julgar se a pessoa deveria ou não, se conseguiria ou não, se ficaria bonito ou não, aí é idiotice e fruto de um preconceito aliado aos padrões de beleza que tanto convivemos.



Acho que o ápice pra mim eu já compartilhei lá nos stories do Instagram, numa confissão de ter comentado (mais de uma vez) que "nada a ver a Gracyanne Barbosa com todos aqueles músculos querer fazer pole". Mordi minha língua com gosto, porque hoje a mulher arrasa horrores e mostra que é possível.


Há muitas coisas erradas no mundo, cada vez mais erradas até. Mas me dá um aperto no coração de ver coisas erradas dentro do Pole, lugar que é o meu refúgio e que eu queria fosse o meu cantinho perfeito. Mas não é e nunca será. Só o que não podemos é naturalizar o que é comum mas não normal. É comum nossa mente julgar antes de tomarmos ciência disso, mas não é normal falarmos sobre isso se for machucar outra pessoa à toa.


E a mesma Gracyanne Barbosa, fitness e musa inspiradora de muita gente por aí, disse isso aqui numa entrevista:

Quando comecei no pole dance fiquei muito surpresa com tantas pessoas me criticando, inclusive profissionais do pole. Foi um choque porque eu pensava que era uma área sem preconceitos. Diziam que eu não conseguiria por ser muito pesada, que meu corpo não combina, que não conseguiria ter a leveza necessária e nem a flexibilidade para os movimentos.

E me dói o coração entender a decepção dela. Essa deveria ser uma área sem preconceitos, uma área que o corpo dela seria perfeito para o pole como todos os outros são. E que o corpo dela combina com o que ela quiser!! Já falei aqui no blog sobre as dificuldades que um corpo musculoso pode enfrentar no pole, mas tudo é questão de desenvolvimento e treino.


Tem coisa que simplesmente não é da nossa conta! O julgamento é algo inevitável do cérebro. Somos humanos e nossa primeira reação sempre vai ser ter um julgamento, desenvolver um pré-conceito sobre algo que vemos ou ouvimos. Mas nossas atitudes não são inevitáveis. Podemos controlar o ato de agir sobre esse julgamento, então jogue-o para o fundo da mente e vá cuidar da sua própria vida.


Que o acolhimento a todas as pessoas que querem fazer Pole seja muito maior que as fofocas, picuinhas e preconceitos desse universo.


#poledanceparainsistentes #poledancesempreconceito #poledance

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