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  • Jordana Schneider

Uma pequena parte da história da Luiza com o Pole

Atualizado: 17 de Mai de 2019

A Luiza Batista é Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Institucional, especialista em Educação Especial e Inclusiva e em Neuroeducação da Primeira Infância, sócia da Evolve - pausa para respirar - e uma pole dancer muito querida que conheci lá no estúdio. É o tipo de pessoa que te conquista pela inteligência e empatia, acho que explica porque ela é tão boa com crianças e pais.


Luiza Batista, nossa musa do dia!

Conheceu o pole por acaso, por meio de um sorteio de festa junina que ela não ganhou. O prêmio, que era uma aula experimental de pole dance, foi rejeitado por outra professora que trabalha com ela (talvez por vergonha, talvez por achar que aquilo não era pra ela). A Lu confessa que se sentiu super insegura no começo por ver tantas meninas fazendo tantas coisas legais e ela com dificuldade de fazer coisas básicas, mas foi justamente isso que a ajudou com sua impaciência e o imediatismo. Ela aprendeu no pole que algumas coisas vão ser mais rápidas e outras não, algumas coisas vão ser mais fáceis e outras não, e principalmente que ela não precisa ser boa em tudo o tempo todo. Mas sim que precisa se aceitar no que gosta mais e no que tem mais facilidade.


Ela encara o pole como um exercício físico nada monótono, embora não tão regular quanto uma musculação. Ela tem o "querer sair de casa" para praticar, pois sabe que vai ser sempre um desafio diferente. Sem falar do estímulo que sempre recebe da professora e das amigas, que comemoram junto, torcem junto, gritam "faz ponta" e dão aquela forcinha na inversão quando precisa. No pole, ela se sente confortável e segura entre mulheres, o que (mulheres entenderão) é cada vez mais difícil hoje em dia... Ali no estúdio formamos uma família, daquelas onde o incentivo e a liberdade de expressão reina.



Consigo ouvir as meninas e a prof gritando e aplaudindo a Lu nesse momento.

O pole trouxe de volta para a Lu a autoconfiança, a autoestima, a sensualidade que ela tinha perdido por vários fatores da vida pessoal. Ela pode não ter o cabelo comprido e liso pra jogar para o lado, mas sabe que não precisa pois se sente sensual independente disso. E ser sensual não é se aparecer, não é questão de ser vista, é ter autoconfiança e estar bem consigo mesma, sem isso acho que os movimentos não saem e ficamos frustradas. Nada mais bonito do que uma mulher ter a segurança de ser sensual sem se preocupar em ter um corpo dentro do padrão estético imposto. Que fique claro que a mulher não é obrigada a ser sensual, mas ela pode ser e não tem problema nenhum nisso.


A Luiza é uma das privilegiadas que nunca nem pensou em esconder o Pole Dance, que tem uma família que entende como uma atividade física e quando as pessoas perguntam para ela que tipo de atividade ela faz, ela não pensa duas vezes em admitir e ainda aproveita para explicar o que é. Quer um exemplo? A história abaixo merece ser contada com as palavras dela:


Story do Instagram da Lu postado recentemente

Talvez a vergonha surja como uma forma de prevenir o assédio que possamos sofrer ao contar. E sim, o assédio existe sim e está cada vez pior em pleno seculo 21, ou só mais descarados pois hoje, como mulheres, temos cada vez menos medo e vergonha de denunciar e de nos defender. Como várias de nós, a Lu já teve que cortar vários comentários e sorrisos marotos. Pois não tem problema olhar e se olhada, mas assédio não, o desrespeito não. Isso é intolerável. Existe uma barreira que não pode ser ultrapassada, não é porque o pole aflora a sensualidade da mulher, não é porque ela está com uma roupa curta e justa que ela esteja autorizando qualquer coisa além de uma admiração. A Lu acredita no pole como um esporte, não para o desfrute ou deleite masculino, e isso todas nós concordamos, certo meninas?


É ou não é uma diva??

Ela aposta no blog e em outras iniciativas para desmistificar esse aspecto, que mostrem às pessoas de fora o quão bonito mas também quanta dedicação, treino e disciplina requer praticar Pole Dance. Assim conseguiremos o respeito e reconhecimento como um esporte, como uma atividade física e não só como a dança exótica linda que é. Claro que essa é uma pequena e resumida parte da história da Lu com o pole, pois ela vive e ainda vai viver muita coisa com ele.


#poledance #poledanceparainsistentes #poledancesempreconceito

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